"Constitucionalizar uma variável endógena como o défice orçamental – isto é, uma variável não directamente controlada pelas autoridades – é teoricamente muito estranho. Reflecte uma enorme desconfiança dos decisores políticos em relação à sua própria capacidade de conduzir políticas orçamentais correctas." Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva
Concordam ou discordam? Porquê?
Eu concordo com a proposta que saiu da cimeira de Paris, entre Angela Merkel e Nicolas Sarkozy esta terça-feira. Positivamente o governo português reagiu com abertura à proposta, que teu no programa uma grande redução do défice e a inversão da trajectória das dívidas. Havendo essa hipótese em aberto para Portugal, visto que o acordo entre o PSD e o CDS, que fazem a maioria parlamentar, inclui a abertura para a discussão constitucional sobre os respectivos limites, em defesa das gerações futuras. O PS, com alguns deputados a criticar, mas a opinião oficial sai mais tarde.
Falando sobre a realidade do país, podendo extrapolar para lá fora visto ser mais ou menos o mesmo, vimos um acréscimo sem paragem do défice atingindo valores inacreditáveis e records no Estado Português, graças ao pior PM que tivemos desde sempre. Seria uma forma de controlar e regular, visto que nada disso funciona cá, para tentar evitar gastos de M€ desperdiçados, mal gastos ou nos bolsos dos poderosos. Sendo que depois se corta subsídios sociais ou se aumenta impostos ou a carga fiscal para compensar com poucos milhões esses valores, pagando sempre os mesmos e com grande dificuldade.
Espaço de reflexão sobre o estado da política do mundo, e em especial em Portugal.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Post #01 - Mensagem do Presidente da República
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Deixa-me ver se percebi:
ResponderEliminarHá uma porrada de países que têm mostrado ao longo dos anos uma incapacidade de não só cumprir orçamentos como racionalizar os dinheiros públicos. Epá, isso é mentira!! Tão-nos a chamar incompetentes!! Vamos deixar a divida quietinha que ela tá a subir e não chateia ninguém!!
É isto??
Não que eu seja um adepto acérrimo do federalismo, mas efectivamente numa união económica se não existir uma política 100% comum, ao menos que exista uma constituição que defina tectos e que impeça os estados membros de cometerem burrices ou fugirem de tomar as medidas certas por populismo.
Ultimamente tenho-me apercebido da necessidade de extrapolar os estados do role da especulação, fazê-los convergir para uma política de redução da divida com tendência para a sua extinção (à semelhança dos serviços de saúde "tendencialmente" gratuitos) incluindo também punições graves previstas nas legislações europeias para maus uso de dinheiros públicos, seja por parte de políticos e/ou gestores públicos.
Abraço
O actual estado da União Europeia, em especial da zona Euro, não está muito longe de um federalismo não oficial, ou seja, com mais defeitos do que um "federalismo oficial". Se a UE quer concorrer contra os grandes mercados do mundo, como EUA, China ou Japão, tem de se juntar e funcionar como um grupo unido, senão é muito complicado. Todos os outros mercados têm vantagens competitivas que a UE separada tem dificuldades de combater, essencialmente a nível de custos e produção.
ResponderEliminarLogo parece-me boa ideia a UE se organizar, funcionar como um grupo unido e com uma política económica concertada.
E parece-me uma forma de resolver o problema das dívidas soberanas. Porque o problema que quase deita a baixo a UE e o Euro, tem que ser prevenido.
Eu não posso concordar integralmente com o federalismos até porque eu sou um defensor da regionalização! Mas não posso negar que concordo que para isto funcionar tenham de existir mais plataformas comuns à UE, muito semelhante ao governo central em relação ao governo regional.
ResponderEliminarAtenção que nem eu estou a defender o federalismo, o que disse foi, pior que um federalismo declaro é um não declaro.
ResponderEliminarMas voltando ao centro da questão, qual é o medo do Presidente da República?