"A solidão é um dos maiores flagelos das sociedades modernas. Afecta novos e velhos de todas as classes sociais, embora, como sempre e em tudo, sejam as mais baixas quem mais sofre com o isolamento.
E porquê? Simplesmente por muitas vezes não terem sequer dinheiro para um bilhete de autocarro, para uma cadeira de rodas, para uma assistência social digna. O mundo atual preocupa-se mais com o capital do que com as pessoas. Vivemos num mundo em que os governos injetam milhões na banca mas esquecem os mais deprotegidos.
Esta série documental de vídeos tem como objectivo fazer-nos refletir, pensar sobre o tipo de sociedade em que vivemos, para onde caminha o mundo que estamos a construir. Pensar se respeitamos suficientemente os nossos idosos, se os fazemos sentirem-se úteis, se queremos aprender com eles o que não podemos aprender com mais ninguém e em mais lado nenhum.Um dia, também eles foram jovens.
Um dia, também nós seremos velhos.
Pedro Neves
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/solidao-em-portugal-especial-multimedia=f651132#ixzz1WEjtDT1l"
Uma realidade que pode e deve ser mudada! Vale muito a pena ver.
Esta tragédia espalha os valores da sociedade em que vivemos
Cada uma destas pessoas somos nós, num futuro que embora pareça longinquo está muito mais perto que aquilo que podemos imaginar, e ele vai chegar quer queiramos ou não. Também nós vamos perder as forças, também nós perderemos a garra, também nós teremos a pele engelhada e seremos diferentes por fora e por dentro e também vamos precisar de outros que nos ajudem e que estajam connosco. Mas como ainda não adquirimos esta condição frágil esqueçemo-nos frequentemente disso.
ResponderEliminarE onde é que está o problema? Talvez esteja nos valores que nos são transmitidos por uma sociedade onde cada um pensa cada vez mais em si e no agora.
Esquecemo-nos que estes idosos foram aqueles que cuidaram de nós um dia, e não existindo um natural sentimento de preocupação em ajudar os mais "vulneráveis", que houvesse ao menos um sentimento de gratidão. Mas nem isso.
Os bebés parecem ter perante a sociedade uma graça natural que o idoso embora igualmente dependente perde completamente. Mas são pessoas, com histórias, com sentimentos, pessoas que nos dão "preocupações" como é obvio, mas pessoas que também nos fazem rir e que têm ainda tanto para nos ensinar.
É o nosso dever enquanto sociedade cuidar deles. E é o nosso dever enquanto sociedade que a par da familia existam estruturas com profissionais de saúde onde eles possam ser bem cuidados, que existam monetariamente condições que os ajudem a viver de forma DIGNA esta ultima fase da vida.
esse comentário é da tua autoria? lol
ResponderEliminarsim, porquê?
ResponderEliminarPorque acho que te devia dar o blog ;d
ResponderEliminarEu gosto dele assim ;)
ResponderEliminarE depois não te esqueças que estou a falar daquilo que vivo todos os dias bem de perto :) e é bem mais facil quando se fala com o "coração".
É uma pena ler isto de pessoas que lutaram tanto pelo nosso país, uma pena! Quero apenas cumprimentar a Fia pelo bonito comentário. Desde o post sobre os centro de saúde que fiquei com ideia que eras enfermeira, estarei certa? :) (desculpa a curiosidade/intromissão)
ResponderEliminarPosso responder por ela, tenho o prazer de a conhecer pessoalmente e não acredito que leve a mal de estar a contar isto, sim é enfermeira ;p
ResponderEliminarEu logo vi :) tenho muito orgulho nos meus amigos enfermeiros, são apaixonados pelo que fazem :)
ResponderEliminarobrigada :) Com as condições que muitas vezes são dadas aos enfermeiros no nosso país, a paixão pelo que fazemos é aquilo que nos motiva todos os dias.
ResponderEliminarÉ incrível como no nosso país, e passo a expressão, os médicos são os "maiores" e os enfermeiros os "coitadinhos". Talvez isto seja visão de quem não está muito dentro do assunto e não quero menosprezar os médicos mas dá-me ideia que são os enfermeiros que mais trabalham e acabam por não ser recompensados por isso enquanto os médicos ficam com os louros quando pouco fizeram. Eu vejo médicos que nem olham para o doente. Tudo bem, também há enfermeiros assim e não convém generalizar mas os enfermeiros são muito mais dados ao doente. A última vez que estive no Curry Cabral, achei curioso ver a primeira médica "que apanhei" a olhar para mim com um ar preocupado. Era jovem, não tinha mais de 30 anos. Quando tive de ser operada há 4 anos, a minha médica (com os seus 60) não olhava mesmo para mim nas consultas. Metia a cabeça no papel e pronto.
ResponderEliminar