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sábado, 10 de dezembro de 2011

Post #76 - Tachos

"O memorando de entendimento assinado com a troika refere expressamente que os presidentes e membros das administrações hospitalares "deverão ser, por lei, pessoas de reconhecido mérito na saúde, gestão e administração hospitalar" - uma medida a aplicar já no quarto trimestre deste ano. A assessoria do Ministério da Saúde defende, porém, que a obrigatoriedade de concursos para novos dirigentes apenas se aplica "nos casos dos institutos públicos e das direcções-gerais", ou seja, na administração directa do Estado. E alega que os hospitais EPE (entidades públicas empresariais) "não têm o mesmo estatuto" e a escolha fica nas mãos dos accionistas - que são os ministérios da Saúde e das Finanças.

Os partidos exercem uma pressão enorme. São uma trituradora. Por muito boa vontade que o ministro da Saúde tenha, e ele é um homem sério, impõe barreiras, é difícil resistir à pressão. São logo duas distritais [PSD e CDS a pressionar]", comenta o coordenador do PS para a saúde, António Serrano.

As escolhas foram de imediato criticadas pelo vice-presidente da bancada parlamentar do CDS, Hélder Amaral, que disse, citado pelo Diário de Notícias, não estar "disponível para pedir sacrifícios aos portugueses e depois patrocinar o amiguismo da pior espécie que julgava ser uma prática do passado". "É caricato", lamenta António Serrano. "



Resumidamente, parece que já começaram a trocar as direcções dos hospitais. Não porque sejam maus, mas porque não são dos seus partidos. Temos casos de regressos de gestores que afundaram hospitais, de gestores que sabem tanto de saúde como eu de chinês, ou de gestores que já lá estiveram no passado (nos Governos destas cores). Resumidamente, tudo continua igual, com ou sem troika, os 'boys' andam aí.

Podia cair uma bomba atómica no planeta, que além das baratas, também os 'boys' iriam sobreviver

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