Últimos 30 dias

domingo, 18 de dezembro de 2011

Post #83 - PS


«Estou a marimbar-me para o banco alemão que emprestou dinheiro a Portugal nas condições em que emprestou»

«Estou a marimbar-me que nos chamem irresponsáveis. Temos uma bomba atómica que podemos usar na cara dos alemães e dos franceses. Essa bomba atómica é simplesmente não pagamos. Ou os senhores se põem finos ou não pagamos»

«se não pagarmos a dívida, e se lhes dissermos, as pernas dos banqueiros alemães até tremem».

É só o vice-presidente da bancada parlamentar socialista. Basicamente defende que o novo Governo faça o mesmo que o anterior Governo fez.

Post #82 - A Justiça que temos

Não há justiça para os pequenos, basta andar na rua ou ler os jornais (assaltos todos os dias, mortes, agressões. Onde vivo, sai todos os dias nos jornais, pelos piores motivos.)

Nos grandes o mesmo se passa. Isaltino Morais já terá feito 29 recursos, já apresentou um recurso por mês desde que foi condenado em 2009, e no mesmo dia já apresentou 3 posições diferentes à juíza.

Ganhou agora um recurso, finalmente, porque diz que os crimes que fez já prescreveram. Uma questão de contas, 5 minutos.

É esta a justiça que temos.

Ah, o julgamento do Taguspark vai ser adiado. Ainda não começou e vai ser adiado. Porque os JULGADOS não se entendem quanto ao local para o julgamento. Um ladrão de rádios também escolhe onde pode ser julgado?

É esta a justiça que temos.

Post #81 - O 'compromisso'


"O Canadá abandonou o protocolo de Quioto."

Basicamente, assinaram em 1997, pouco fizeram para o cumprir, e agora que está na hora de pagar as multas bazam. A isto chama-se 'compromisso'.

Daqui a poucos anos não haverá planeta para viver mas continuam a destrui-lo, já que não serão eles a viver nele. A isso chama-se 'pensar nos outros', neste caso, nos próprios filhos.

Lembraram-se agora que a China e os EUA, os dois maiores poluidores, como não estão no protocolo o mesmo não pode ter sucesso, ou seja, só esses é que criam poluição. A isso chama-se 'ser perspicaz'.

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Demoraram quase 15 anos para perceber o que já toda a gente tinha percebido. Fala-se que em 2020 pode haver novo protocolo, ou seja, será preciso mais quase 10 anos. Em vez de colocarem metas curtas para se cumprir, dão um prazo longo, onde ninguém liga às metas, chegando ao fim (o prazo dado no protocolo de Quioto terminava no próximo ano) sem nenhum país se quer perto do que se pretendia.

Ao menos parem de fingir.

Post #80 - Uma Questão de Prioridades


"A GNR está a desviar elementos da Investigação Criminal, Escola Segura, GIPS e outros sectores para garantir, desde as 00h00 de ontem, a vigilância aos pórticos da A22. A medida foi imposta directamente pelo Governo"

Serão retirados 60 efectivos. Nada mais é preciso dizer.

caixas de metal: 1
pessoas: 0

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Post #79 - “O maior problema que existe em Portugal é a classe empresarial”

"Um dos homens fortes da Logoplaste considera que há um problema de liderança e falta de cosmopolismo nos empresários portugueses, que não sabem tirar partido dos recursos humanos que têm. E diz que os partidos não descansaram enquanto não acabaram com o compromisso Portugal. A sociedade civil não é nem pró-activa nem reactiva, acrescenta Filipe Botton, e esta apatia conduziu Portugal ao buraco onde está."

A ler:
http://www.ionline.pt/dinheiro/filipe-botton-maior-problema-existe-portugal-classe-empresarial

domingo, 11 de dezembro de 2011

Post #78 - O estudante José Sócrates

"Frota Pública
José Sócrates gastou 13,5 milhões em carros
Governo de Sócrates gasta 13,5 milhões na compra de carros para a o Estado. O ex-primeiro-ministro tinha 36 veículos no seu gabinete."

Calma, José Sócrates gastou 13,5 milhões em carros mas o dinheiro não era dele. Além disso as dívidas não são para pagar, isso é uma ideia de atrasados mentais. Deve ter aprendido isso no curso que lhe "deram", espero ao menos que já tenha pago por isso, já que além de não precisar de fazer cadeiras ou a tese, também era isento de propinas. Talvez por ser o único que mandava 'cartõezinhos' ao reitor...

Deixo uma pergunta, porquê a maior parte da geração actual da política veio de universidades privadas?

Post #77 - É preciso acabar com os benefícios do sector público!


António Pires de Lima, além de político, é presidente da Unicer.

"Por outro lado, se há injustiça no mundo laboral é o tratamento entre o sector público e o sector privado. No sector privado é possível despedir, por acordo ou não. Vivi isso na Unicer. No sector público, quando se está empregado é praticamente para toda a vida.

É possível continuar sem poder despedir pessoas no sector público?

Esse é um passo necessário. Nós precisamos de agilizar as regras de funcionamento da função pública. É um aspecto onde o Memorando da troika não foi muito claro. Não se instituíram mecanismos, não se apontou para reformas que permitam alguma mobilidade na função pública. Eu tenho tido conversas com responsáveis, presidentes de câmara, que me dizem que têm identificado um número de pessoas que poderiam perfeitamente ser dispensadas, mas as regras actuais nem sequer dão margem de manobra aos autarcas para negociar essas saídas. Existe um grande imobilismo, só se reduz o número de funcionários públicos através das reformas, que não deixam de ser um custo para o Estado. A única forma de cortar a despesa pública neste momento é cortar nos salários ou reduzir drasticamente as prestações sociais.

Extinguir cargos e manter as pessoas é reformar ou, a prazo, estamos na mesma?

Isso tem de ser tratado do ponto de vista legislativo e, se calhar, constitucional. Mas não é possível estar 20 anos a fazer uma mudança que é urgente. Se uma empresa demorasse 10 ou 20 anos a reestruturar-se, ia à falência. Não é sustentável. Este ponto é absolutamente fundamental. O governo limitou-se a ganhar tempo com estes cortes.

E agora?

Agora é importante introduzir mecanismos de mobilidade laboral que permitam chegar a acordo com trabalhadores de forma que estes saiam e deixem de representar um custo para o Estado. Se isto não acontecer, estas medidas não vão ter um efeito perene. Daqui a dois anos voltamos a aumentar os salários, estes cortes nos subsídios são temporários e a despesa pública volta.

Acredita mesmo que os cortes são temporários?

Não, não acredito. Uma de duas: ou o governo mostra a capacidade de racionalizar o Estado social e torná-lo sustentável – moderando o uso das prestações sociais nos casos em que isso se justifique e combatendo a má gestão e o desperdício em serviços públicos, e cria regras que permitam uma maior mobilidade laboral entre público e privado, maior flexibilidade e adaptabilidade laboral no universo do sector público –, ou vamos pagar os bons pelos maus.

Qual seria a redução necessária?

A três ou quatro anos devíamos ter menos 50 mil a 100 mil funcionários públicos.

A actuação dos políticos está tão virada para 2011 e 2012 que, às vezes, temos dificuldade em percepcionar esse trabalho, mas espero que haja quem esteja a olhar para esses números. Se não olharmos para a reforma do Estado, todo este esforço que estamos a fazer é inglório."

sábado, 10 de dezembro de 2011

Post #76 - Tachos

"O memorando de entendimento assinado com a troika refere expressamente que os presidentes e membros das administrações hospitalares "deverão ser, por lei, pessoas de reconhecido mérito na saúde, gestão e administração hospitalar" - uma medida a aplicar já no quarto trimestre deste ano. A assessoria do Ministério da Saúde defende, porém, que a obrigatoriedade de concursos para novos dirigentes apenas se aplica "nos casos dos institutos públicos e das direcções-gerais", ou seja, na administração directa do Estado. E alega que os hospitais EPE (entidades públicas empresariais) "não têm o mesmo estatuto" e a escolha fica nas mãos dos accionistas - que são os ministérios da Saúde e das Finanças.

Os partidos exercem uma pressão enorme. São uma trituradora. Por muito boa vontade que o ministro da Saúde tenha, e ele é um homem sério, impõe barreiras, é difícil resistir à pressão. São logo duas distritais [PSD e CDS a pressionar]", comenta o coordenador do PS para a saúde, António Serrano.

As escolhas foram de imediato criticadas pelo vice-presidente da bancada parlamentar do CDS, Hélder Amaral, que disse, citado pelo Diário de Notícias, não estar "disponível para pedir sacrifícios aos portugueses e depois patrocinar o amiguismo da pior espécie que julgava ser uma prática do passado". "É caricato", lamenta António Serrano. "



Resumidamente, parece que já começaram a trocar as direcções dos hospitais. Não porque sejam maus, mas porque não são dos seus partidos. Temos casos de regressos de gestores que afundaram hospitais, de gestores que sabem tanto de saúde como eu de chinês, ou de gestores que já lá estiveram no passado (nos Governos destas cores). Resumidamente, tudo continua igual, com ou sem troika, os 'boys' andam aí.

Podia cair uma bomba atómica no planeta, que além das baratas, também os 'boys' iriam sobreviver

Post #75 - Factor C

O meu pai está desempregado. O meu pai foi a um município deste país para se candidatar a um trabalho. O meu pai dificilmente entrará, isso porque o meu pai não tem nenhuma cunha para entrar, palavras de quem o recebeu.


Mais depressa as galinhas ganham dentes, do que a cunha acabe na administração pública deste país

Post #74 - Já perceberam porque estamos falidos?



Camilo
Lourenço


José Sócrates diz que pagar dívidas do Estado é ideia de criança: "Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são, por definição, eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei".

E acrescentou: "Claro que não devemos deixar crescer a dívida muito, porque isso pesa depois sobre os encargos. Todavia, para um país como Portugal, é essencial financiamento para desenvolver a economia".

Caro leitor, já percebeu por que estamos na bancarrota? Sócrates não percebe nada de Economia e não aprendeu com os erros. Vejamos: se o Estado se endividar para fazer investimentos úteis, o retorno desses investimentos é suficiente para amortizar a dívida contraída. Não há razão para não pagar dívida se há dinheiro. Foi isso que fizeram Suécia e Irlanda (esta até ao colapso do seu sistema financeiro) nos últimos 20 anos.

As dívidas só se mantêm elevadas, e por isso têm de ser "roladas", quando os investimentos não criam riqueza. Como aconteceu connosco na última década e meia. Além de que "rolar" dívida é arriscado: quando os mercados percebem que o Estado se viciou em endividamento, penalizam os detractores.

Mais: se de repente o Estado tiver de se endividar para fazer a uma emergência, o stock de dívida (e o seu custo) disparam para níveis proibitivos. Exactamente o que Sócrates fez nos últimos três anos: levou a dívida pública de 68% para 100% do PIB (com retorno zero).

Só há uma coisa que não percebo nesta conversa: onde mesmo é que Sócrates "estudou" estas teorias? Definitivamente não se deve tirar cursos ao fim-de-semana…

sábado, 3 de dezembro de 2011

Post #73 - Os tampões de Américo Amorim











Sabíamos que o homem mais rico de Portugal não era rico. Era apenas um trabalhador, nas suas próprias palavras. As Finanças foram ver as contas deste humilde trabalhador - o mesmo que, ainda a crise não tinha a começado, já estava a fazer despedimentos preventivos nas suas empresas - e descobriu umas irregularidades. Quer-lhe cobrar mais 750 mil euros de IRC. E ele, claro, que é apenas um trabalhador, recusa-se a pagar.

Parece que os Serviços de Inspeção da Direção de Finanças de Aveiro descobriram centenas de milhões de euros em despesas pessoais na empresa Amorim Holding2. Entre elas, viagens da família a destinos turísticos, massagens, contas de mercearia e tampões higiénicos que, só não sabe quem não passou por isso, são fundamentais para o desempenho profissional de Américo Amorim. Na empresa mãe deste simples trabalhador encontrou 3,1 milhões de despesas indevidas.

Quero manifestar aqui a minha solidariedade com Américo Amorim. É escandaloso que, com tanta gente rica a fugir aos impostos, vão atrás da arraia miúda. E nada escapa a este espírito pidesco. É que um homem nem pode passar por dias difíceis? Diz-se que os artigos de higiene feminina que usou para fugir ao fisco são de boa qualidade quando não se sentem e não se veem. É como os impostos do senhor Amorim: ele não os sente e nós não os vemos.

Post #72 - O Luxo na Austeridade

"Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade e Segurança Social, faz-se transportar num carro de luxo, cujo preço de venda ao público ronda 86 mil euros."

Incompressível, simplesmente incompressível.

Com matrícula de Julho de 2011, de valor de 86 mil euros, obtido através de um Aluguer Operacional de Viaturas (AOV) pelo Governo anterior.

Muito provavelmente seria possível renegociar o contrato e obter carros satisfatórios a melhores preços.

Muito feio deitar as culpas nos outros...

Já agora, a EMEF (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário) gastou este ano 237 mil euros em carros para directores. A CP (Comboios de Portugal), apesar dos mais de 195 milhões de euros de prejuízo e uma dívida de 3,3 mil milhões de euros, os seus gestores transportam-se em viaturas de luxo que, em 2010, custaram mais de 55 mil euros em rendas.

Como diz o meu amigo Nilton.. em Portugal é tudo à grande!

Post #71 - Grupo Parlamentar do PS

Na votação do Orçamento de Estado, o grupo parlamentar do PS soube que iria haver declaração de votos individuais de mais de uma dezena de elementos, e decidiram votar colectivamente com essa declaração e onde era para votarem a favor, votaram por isso em abstenção. Essa declaração diz que votam em 'abstenção', o que permite a sua aprovação, mas que são contra.

Ora bem, ou concordam minimamente com o Orçamento de Estado ou não. Não faz sentido um voto colectivo em branco, dizendo, estamos a deixar passar mas somos contra este Orçamento, ele faz mal ao país.

Tal como não faz sentido se temos todos a votar como carneiros, diz-se (e bem!) que os deputados não pensam pela própria cabeça. Mas se temos mais de uma dezena a não votar como o partido quer, diz-se que o presidente do partido não os 'controla' ou não estão com ele.

Tal como não faz sentido ainda se falar de seguidores de Sócrates e não metê-los no hospício.

Tal como não faz sentido os deputados do PS, e muitos foram da legislatura anterior, andarem com merdas quando eles são os principais responsáveis por afundar o país.

No meu país, haveria mais que dois partidos para governar. E depois de um partido estar 6 anos a fazer o que o PS fez, precisavam de morrer todos e voltarem os seus filhos, para que voltassem a merecer um voto do povo!


Tal como Fernando Pessoa, os deputados têm vários heterogéneos...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Post #70 - Primeiro-Ministro de Portugal



Realço que pela primeira vez vamos ter um Orçamento de Estado que pague as despesas correntes desde 1974, finalmente, gastar só o dinheiro que temos!

Foi preciso 37 anos de políticos com formação superior para perceber o que qualquer dona de casa já sabe desde o século XIX...